DISCURSO DE ABERTURA DA 2ª REUNIÃO DO CONSELHO CONFEDERAL, PROFERIDO PELO CDA MANUEL AUGUSTO VIAGE – SECRETÁRIO-GERAL, NO DIA 11 DE MARÇO DE 2016, EM VIANA – CASA DA JUVENTUDE



MINHAS SENHORAS,
MEUS SENHORES,

O 5º Congresso concretizou os objectivos da sua realização, ou seja, a estrutura organizativa e as linhas programáticas foram actualizadas e a unidade e solidariedade saíram fortalecidas para que a UNTA possa promover “mais acção sindical”.
O acto de liquidação da Comissão Organizadora do 5º Congresso formalizar-se-á no decurso desta 2ª reunião do Conselho Confederal com aprovação do seu relatório e contas. Outrossim, o Conselho Confederal apreciará e deliberará sobre os instrumentos de gestão: o plano geral de actividades e o orçamento para o ano de 2016, e debaterá questões de natureza associativa e comunicacionais designadamente:

• O princípio da incompatibilidade no exercício de cargos sindicais com os do patronato;

• A estratégia para “mais acção sindical” no período de 2015 – 2020;

• O trabalho com os quadros e a gestão da formação sindical e profissional;

• O estado de implementação dos acordos colectivos de trabalho;

• O projecto do plano indicativo para a jornada sindical dos trabalhadores – 1º de Maio de 2016; entre outros assuntos que constam da agenda.

CAROS MEMBROS DO CONSELHO CONFEDERAL
MINHAS SENHORAS, MEUS SENHORES,

O tema que marcará esta 2ª reunião, sem sombra de dúvidas, é o que tem haver com os efeitos da crise económica na vida social e as medidas para atenuá-los.

E não podia ser de outro modo pelo facto dos Sindicatos terem a missão de defender e conduzir, no quadro da legislação vigente, todas as formas de luta que aproveitem os interesses dos trabalhadores.
O trabalho digno e vida digna é o interesse superior do trabalhador. A crise económica vigente incide sobre a estabilidade do emprego e a poupança dos rendimentos; sobre o poder de compra dos salários e a formação profissional; e sobre a saúde e segurança no trabalho. Está acentuar o empobrecimento das famílias.
A crise reflecte-se também sobre os interesses das empresas que estão forçadas a reduzir os custos operacionais e algumas até já faliram. E, sobre o Estado cujas receitas fiscais foram significativamente reduzidas.
Os cidadãos – trabalhadores precisam das empresas; elas geram os empregos e por isso devem defende-las.
As empresas precisam dos cidadãos – trabalhadores; elas acrescentam valor ao capital e por isso devem ser valorizados.
Uma relação de equilíbrio entre os interesses do capital e do trabalho conduz a estabilidade e paz social nas empresas e na economia nacional. Defendi-o publicamente, e reafirmo-o nesta ocasião.
Na situação da crise económica que o país atravessa, a UNTA deve disponibilizar-se à concertação social e, assim, colocar-se ao lado das angolanas e dos angolanos, bem como das instituições públicas e estatais que evidam esforços em desenhar medidas com carácter de urgência, de curto e médio prazos em busca da estabilidade na macro – económica e nas empresas, da manutenção dos empregos e do diálogo social produtivo e inclusivo.
Dou-vos as boas-vindas e auguro-vos activa participação nos debates dos assuntos agendados.



Declaro aberta a 2ª reunião do Conselho Confederal.




DECLARACAO SOCIO ECONOMICA DOWNLOAD DO FICHEIRO- DISCURSO DE ABERTURA DA 2ª REUNIÃO DO CONSELHO CONFEDERAL




União Geral dos Trabalhadores de Angola